
Saudações aos idealistas,
Hoje se cria mais uma ferramenta para a Juventude Popular Socialista de Lages, o blog. Esta primeira mensagem, não está legitimada por nenhuma assembléia desta organização; não está embasada por uma carta manifesto ou mesmo pelo nosso estatuto, afinal, nada disso ainda foi concebido neste curto período desde que se iniciou a nossa estruturação.
Portanto, esta mensagem exprime não algo que foi coletivamente imaginado, mas sentimentos, ideais, e as esperanças deste interlocutor, com relação ao que pode vir a se tornar este grupo. E desta forma, espero estar encontrando novas consciências que se identifiquem, podendo juntar-se ao eu e ecoar estes ideais que como veremos adiante, não têm origem nesta pessoa e sim nos companheiros que me antecedem.
Primeiro, devemos fazer a seguinte reflexão: esta organização foi criada por e para os jovens. Esta é a ala do Partido Popular Socialista, na cidade de Lages, que representa o pensamento dos membros entre 15 e 29 anos que tenham vontade de agir para efetuar as mudanças visando construir algo bom e positivo. Nossa conduta naturalmente será pautada pelas linhas do partido, ou seja, as idéias centrais descritas nos livros e documentos deste ente, e que na opinião de seus membros, acredita-se serem os melhores pensamentos para evoluir nossa sociedade. Um exemplo disto é a “radicalidade democrática”, defendida pelo partido, que prega o exercício da democracia direta através de plebiscitos e referendos, enfim, de consultas populares, o máximo quanto possível, para que o povo possa decidir o rumo de seus destinos com maior autonomia. Também prega a proliferação de instituições que possibilitem o voto direto ao cidadão comum, para que decida sobre seu futuro, como associações de moradores, ONGs, enfim, a auto-organização popular visando a auto-gestão. Neste sentido, devemos sempre ter em mente estas ideologias, e lutar para que dentro do partido as respeitem. Desta forma não cairemos em desgraça como muitos partidos acabaram por cair dentro de suas histórias, negando suas origens e traindo o povo brasileiro. Isso nos ajudará a conservar a pureza de ideais e separar o joio do trigo, porque as pessoas são volúveis podendo ir e vir, mas a instituição com suas ideologias, deve permanecer.
Entretanto nossa ação não será restrita a ponderações internas sobre o partido. Devemos assumir nosso papel como juventude e partir para as vias de fato, agindo dentro de nossa cidade com toda a força que tivermos para modificá-la. Nos engajamos numa organização política e não em uma ONG não por acaso, mas por pura estratégia. A idéia é que devemos assumir o nosso papel como atores e não espectadores da história, pois além da responsabilidade que cada cidadão tem com o mundo, sabemos que se não tomarmos a rédea do espaço político, outros a tomarão. Por isso devemos utilizar esta ferramenta, pois nela se reúnem condições estratégias para efetuar mudanças que por sua vez, serão proporcionais à medida da nossa organização e planejamento.
Nesta perspectiva, tenho que confessar que estou muito empolgado com os companheiros que conseguimos elencar para esta organização. Tenho grandes expectativas, estou certo de que juntos faremos um grande trabalho. Especial agradecimento devo fazer ao meu amigo e companheiro de ideais, o presidente da Juventude Popular Socialista de Santa Catarina, Alisson Micoski, que vem auxiliando sistematicamente em nossa estruturação. Também ao companheiro João Paulo Czarneki de Liz, que vem contribuindo com boas idéias e seu olhar técnico e perspicaz. Enfim, agradeço profundamente a todos que estão contribuindo ou aderindo.
Tácio de Oliveira, presidente da JPS-Lages.

Ante as injustiças sociais, ausência de políticas públicas e em favor da radicalidade democrática, os bons devem se apresentar, para que os maus não vençam!
ResponderExcluirÉ com grata satisfação que saúdo a coragem e determinação dos companheiros que começam a se mobilizar em torno da criação da Juventude em Lages, cidade serrana de valor inestimável para o estado de Santa Catarina, que junto com outros municípios da região, construíram parte de nossa bela história.
Entretanto, gerações de lageanos estão sendo atingidos pela a estagnação econômica e latente desorganização do Poder Público, cultuado por um modelo perverso que não consegue se enquadrar nas demandas sociais da cidade, tão pouco objetivar uma visão articulada com outros entes da federação.
Os jovens brasileiros sequer têm a tutela do Estado, a falta de vontade política empurra decisões e programas que efetivamente contemplem essa gama de brasileiros, e em Lages não é diferente. Os jovens, infelizmente, aparentam estar na categoria de cidadãos de segunda classe, onde não se encaixam como adolescentes, nem como adultos. Cabe aos agentes políticos, ou seja, o conjunto de participação pública, através de mandatos, nas estruturas de Poder e principalmente nos Partidos Políticos, realizarem as mudanças que colocarão a juventude como atores na cidadania, enraizando valores que podem determinar a expectativa de futuro como membros da sociedade. Também é verdade que a sociedade civil organizada tem seu papel a cumprir, pois somente com a organização popular é que poderemos ver quem sabe, as transformações sociais que há muito o nosso país precisa. Mesmo com os tímidos avanços conquistados num governo dito popular, uma agenda para a juventude foi colocada na margem das grandes discussões nacionais, é imperdoável, e talvez digno de reflexão, principalmente para nós que temos vocação na esquerda e de papel reformista cada vez mais latente.
E é em virtude de históricas posturas políticas e que remontam aspectos de nichos coronelísticos que nos deparamos com profundos e importantes desafios em Lages.
Por isso, a legitimidade, o papel burocrático institucional dá margem a princípios muito mais amplos e consolidados, o direito sagrado e constitucional da livre organização, do pensamento e do estado democrático de direito. A juventude que ora começa ensaiar uma participação real e que objetive uma revolução no pensamento, nas ações e na cultura desagregadora.
Vamos aproximar os pensamentos forjados nos valores, nos princípios partidários e democráticos, e acima de tudo, a aqueles que tem o sangue de luta e que verve por uma causa, despertando esta juventude dormente. Vamos todos, tomar às armas, saindo as ruas, e derrubarmos a silenciosa e injusta Bastilha que os donos do poder utilizam contra o nosso povo, e que oprime diariamente a juventude.
Serei um soldado pela causa, um militante arrefecido e insurgente à opressão, e acima de tudo, um humilde colaborador dos líderes da Juventude de Lages, comandandos pelo meu particular amigo Tácio de Oliveira.
Parabéns, e há muito o que se fazer!